quinta-feira, 12 de julho de 2018

Conheça os vários tipos de SAL

OS DIFERENTES TIPOS DE SAL

Eles são produzidos em diversas partes do mundo; saiba como explorar o tempero na sua cozinha

Você acha que sal é tudo igual? Pois na gastronomia a variedade do mineral tem uma grande diferença no resultado final da receita. Se no dia a dia usamos basicamente a versão do sal refinado, também conhecido como “de cozinha”, e o sal grosso, para churrascos, diversos chefs do mundo incrementam suas receitas com sais trazidos de lagoas do Himalaia, vulcões havaianos ou do interior da Índia.

Todos eles são compostos majoritariamente por sódio, mineral importante na alimentação por ser responsável pelo equilíbrio hídrico do corpo e pelas contrações musculares, entre outras funções. O que os torna diferentes são as outras substâncias que também estão presentes, como enxofre ou manganês, o local de extração -é possível tirar sal do mar ou do solo- e também a textura. Por isso, os sais mais raros são indicados para finalizar os pratos, não no processo de cozimento.

Conheça algumas variedades:

Lembre-se de que o sal precisa ser consumido com moderação -cerca de 5 gramas de sal de cozinha. Em excesso, pode levar ao aumento da pressão arterial, o que pode causar doenças cardiovasculares, AVC e insuficiência renal, entre outros problemas.






Conheça alguns tipos diferentes de sal utilizados na culinária:



O sal foi sujeito a taxas e controlado pelos poderosos. A palavra espanhola "pagar" vem do latim "salarium" ração de sal.
De conservante a tempero, o sal acompanha a humanidade desde quase sempre. Já foi motivo de guerras, e é a razão por chamarmos o pagamento mensal de salário. E, curiosamente, é o único mineral que comemos direto na forma em que é extraído da natureza.
O papel do sal é triplo: utilizado para temperar a comida é conservante de alimentos e auxilia ao corpo no equilíbrio de fluidos do corpo e de nervos e atividade muscular.
Apesar de necessitarmos do sal, é recomendado que ele seja consumido em pequenas quantidades.
O excesso de sal pode provocar problemas de saúde como hipertensão arterial e funcionamento deficiente dos rins.

BASICAMENTE, EXISTEM DOIS TIPOS DE SAL: 

Sal-gema (sal de rocha)


SAL-GEMA http://minasdesalimagens.blogspot.com.br/

Está presente na Terra e é encontrado em depósitos subterrâneos, como grão de sal impactados. Na Catalunha, a mais famosa é a de Cardona. A resistência inexplorado sal, mas agora está sendo visitada e é um verdadeiro museu de sal.

Sal do mar (sal marinho).  
Sal Marinho: http://argosfoto.photoshelter.com/image/I000014ZtoiHjX9M
É obtido naturalmente através da evaporação causada pelo sol e pelo vento. Nas salinas, em pequenos tanques muito rasos, a água do mar é represada e evaporada com o calor do sol, e o que sobra é o sal marinho. Ele contém vários minerais, além do cloreto de sódio - como cálcio, potássio, magnésio e enxofre -- e é considerado mais saboroso que o sal de rocha. Pode ser amargo ou colorido, dependendo do local da extração e da concentração de minerais. Ao contrário de sal grosso, que contém apenas 34% de cloreto de sódio, o sal marinho é rico em oligoelementos, pode ter diferentes texturas por causa da quantidade de minerais do sal de onde ele provém. 
Comparando quimicamente, o sal refinado e o marinho (também chamado de sal Azul) são iguais, ou seja, ambos são formados por mais de 99% de sódio. A principal diferença entre eles está no formato dos grãos: enquanto o primeiro é refinado para passar pelo buraco do saleiro facilmente, o segundo passa por um refinamento mais rústico, resultando em grãos irregulares (não tanto quanto os do sal grosso). Essa particularidade faz com que o sal marinho gere uma “explosão de sabor salgado” na língua.
Assim como o sal de mesa, ele pode temperar carnes, aves, peixes, verduras e legumes, realçando o sabor desses alimentos. Como a quantidade de sódio é alta, deve ser usado com muita moderação. 
Em 1g de sal marinho há 420mg de sódio.

VERSÕES DIFERENTES: 

Lembrando a questão do consumo consciente, é hora de conhecer algumas variedades de sal, algumas ainda são pouco populares. Algumas delas (como o sal light e o Rosa do Peru) merecem destaque por contarem com um teor reduzido de sódio em relação ao sal comum. Confira: 

SAL REFINADO 
Fabricação do sal comum. http://www.salcisne.com.br/evaporacao-multiplo-efeito.php


É o sal marinho ou de rocha que passa por um processo de purificação, para retirar outros minerais e deixar apenas o cloreto de sódio. 
De acordo com a legislação brasileira, é obrigatório incluir iodo ao sal. A medida tem como objetivo evitar que a população apresente deficiência desse mineral, responsável por prevenir problemas como bócio e cáries. Em 1g há 400mg de sódio.
  • Sal Iodado: Em vários países do mundo é lei adicionar iodo ao sal refinado. O iodo é um elemento químico necessário para o bom funcionamento da tireóide, mas é pouco encontrado nos alimentos. Frutos do mar e algas costumam ser boas fontes de iodo. Sem ele o corpo desenvolve doenças sérias, como bócio e cretinismo, que afeta o desenvolvimento mental. O sal iodado tem um sabor mais metalizado que o do sal marinho.

 SAL GROSSO 
http://blog.loosho.com/diversos/simpatias-para-o-ano-novo/

Trata-se do produto bruto da cristalização da salmoura concentrada vinda da água do mar. Ao contrário do sal comum, ele só passa pelo processo de extração, ou seja, não é refinado. Por isso, seus grãos são grandes e disformes.

Ele pode ser moído ou utilizado em cristais mesmo (neste caso, é muito requisitado para temperar carnes para churrasco). Só é preciso tomar cuidado para não deixar a preparação muito salgada! Vale dizer que a composição química do sal grosso é a mesma do sal comum. Em 1g de sal grosso há 400mg de sódio.

SAL LIGHT
Sal Light: http://www.brasisal.com.br/produtos_gl.php

Comparado ao sal comum, tem menor teor de sódio. É composto por 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. Ao contrário do que o nome sugere o condimento não é indicado para quem deseja emagrecer, e sim àqueles que têm restrição em relação ao consumo de sódio (como indivíduos com pressão alta).
Por outro lado, deve-se lembrar de que ele não é uma boa pedida para pessoas com problemas nos rins, já que o aumento da ingestão de potássio pode causar um acúmulo do mineral no organismo, elevando o risco de complicações cardiovasculares. De gosto mais amargo, pode ser utilizado da mesma forma que o sal comum. E atenção: apesar de ter menos sódio, não vale exagerar nas pitadas. Em 1g de sal light há 197mg de sódio.


SAL ROSA DO HIMALAIA
Sal Rosa do Himalaia: http://www.lojasensis.com.br/Categoria/55_sal-rosa.aspx


Está localizado aos pés do Himalaia, região que há milhões de anos foi banhada pelo mar. Considerado o mais antigo e puro dos sais marinhos, fica depositado a centenas de metros de profundidade. Tem quase metade de sódio encontrado no sal comum e é muito rico em minerais (são mais de 80), tais como cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro.

Por causa desses compostos, os cristais ganham um tom rosado e um sabor com toque metálico agradável e suave. Pode ser empregado em carnes, aves e peixes, além de saladas e legumes. Também cai muito bem na finalização e decoração de alguns pratos. Em 1g de sal Rosa do Himalaia há 230mg de sódio.

SAL NEGRO INDIANO OU KALA NAMAK
Sal Negro Indiano: http://shop.thespicelab.com/index.php/india-black-salt-kala-namak-salt-coarse-2-3mm-india-no-26-in-a-glass.html
Tem um cheiro inesquecível, muito similar gemas de ovos. É utilizado extensivamente na cozinha indiana e tem-se tornado muito popular com os chefs vegetarianos para adicionar o sabor natural de ovos a seus pratos. Por conta de compostos de enxofre presentes em sua composição tem um forte sabor sulfuroso. Outra coisa que chama a atenção é a cor cinza rosada, que evidencia sua origem vulcânica.
Além de compostos sulfurosos, o sal negro é formado por cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro. Pode temperar receitas com carne, aves e peixes e também ser utilizado na finalização de pratos. Em 1g de sal negro há 380mg de sódio.


SAL NEGRO DO HAVAÍ 
Sal Negro do Havaí: http://michellebueno.com/dicas-2/gastronomia-2/gastronomia-sal-negro-do-hawaii

É recolhido em área próxima a um vulcão, rica em carvão. Tem cristais menores e cor que se desfaz facilmente. O Havaí também produz o sal vermelho, abaixo.


SAL HAVAIANO (Alaea Salt)

http://shop.thespicelab.com/index.php/salt-library/all-salts/sea-salts/hawaiian-red-alaea-sea-salt-fine-no-12-4-oz-glass-spice-jar.html

Essa variedade de sal não é refinada e tem uma coloração avermelhada por causa da presença de uma argila havaiana chamada Alaea, rica em dióxido de ferro. De sabor suave, pode ser acrescentada a várias receitas, como saladas, massas, grelhados e aves. Tem quase a mesma quantidade de sódio encontrada no sal comum. Portanto, nada de mão pesada no saleiro!
Em 1g de sal Havaiano há 390mg de sódio.


Sal Defumado
 Fonte: http://www.laquarelledessaveurs.com/PBSCCatalog.asp?ItmID=2806507
Existem diversos tipos de sais defumados. O francês, por exemplo, é produzido com cristais de flor de sal. Os sais são defumados lentamente, em fumaça fria resultante da queima de ripas de barris de carvalho usados no envelhecimento de vinho Chardonnay. Já o dinamarquês é feito segundo a tradição Viking. Isto é: após a evaporação da água do mar, o sal é seco em recipiente aberto sobre fogueira fumacenta feita com galhos de madeiras aromáticas, como carvalho e cerejeira.
Há ainda sais defumados de outros países, produzidos por defumação comum em fumeiros com madeiras. É possível também adicionar aromatizantes artificiais de fumaça e corantes de caramelo a cristais comuns de sal refinado ou grosso. No entanto, o sabor não fica tão delicado como o dos sais defumados de forma natural. Pode ser utilizado com carnes, peixes, saladas e também em coquetéis como o Bloody Mary. Em 1g de sal defumado há 395mg de sódio.


Sal Rosa do Peru: http://shop.thespicelab.com/index.php/peruvian-pink-spring-salt-medium-peru-no-20-in-a-glass.html

Tem como origem um oceano muito antigo que secou e ficou preso nos subterrâneos das montanhas no Vale Sagrado dos Incas. É colhido manualmente, tem um índice de umidade elevado, sua coloração é rosa clara e o sabor, forte. Quando comparado aos outros tipos de sal, é o que apresenta um dos menores teores de sódio.
Utilizado em um prato típico do Peru, o ceviche, também pode temperar aves, peixes, entre outras receitas. Em 1g de sal Rosa do Peru há 250mg de sódio.


FLOR DE SAL
Flor de Sal: http://temperaria.com.br/serie-temperos-flor-de-sal/
São os pequenos cristais retirados na camada mais superficial das salinas. Translúcidos, os grãos são conhecidos por conferir uma textura crocante às preparações. Essa variedade contém muito sódio, mas também carrega magnésio, iodo e potássio. Há vários tipos de flor de sal, sendo que o mais famoso é o da região de Guèrande, localizada no norte da França. A Flor de Sal Portuguesa, colhida na Ria Formosa, é um sal premiado pelo “Slow Food” e reconhecido pela comunidade europeia, estando certificado com o selo orgânico.
Para não perder sua capacidade de deixar os pratos crocantes, recomenda-se que seja adicionado após o preparo das receitas – ele combina perfeitamente com saladas. Em 1g de Flor de Sal há 450mg de sódio.

 Fumée de Sel: é um sal formado por cristais que ficam na camada superior aos da Flor de Sal. Eles são colhidos e defumados a frio em barricas de carvalho que foram usados por anos envelhecendo vinhos de uva Chardonnay. É normalmente utilizado para finalizar pratos e temperar saladas.


Smoked Fumee de Sel: http://shop.thespicelab.com/index.php/chardonnay-oak-smoked-fumee-de-sel-no-14.html

Sal de Guérande: de origem francesa, é considerado o melhor e mais raro sal do mundo. O sal de Guérande é considerado uma “flor de sal”, isto é, é extraído de uma fina película que se deposita na superfície das salinas marinhas. É rico em vários minerais essenciais ao corpo e pode possuir em seu aroma nuances que lembram vinho tinto, brasas e até grãos de pimenta. É muito utilizado em receitas de alta gastronomia que levem carne de peixe. Contém vários minerais essenciais. 
Sal de Guérande: http://shop.thespicelab.com/index.php/velvet-de-guerande-gray-salt-x-fine-no-38.html

SAL DE MALDON 
Sal de Maldon: http://shop.thespicelab.com/index.php/halen-mon-pure-welsh-silver-large-flake-no-67-in-a-glass-spice-jar.html

Produzido no mar de Inglaterra desde a idade média, é um sal integral de origem natural. É crocante, mais seco e suave que a Flor de Sal, ótimo para a finalização de pratos.


GERSAL
Gersal: http://queviagemmae.blogspot.com.br/2011/08/gersal-opcao-excelente-para-reduzir-o.html

Utilizado por pessoas que seguem a dieta macrobiótica, consiste em sal marinho misturado à sementes de gergelim torradas e moídas. 

SAL VERDE OU SAL COM ERVAS
Sal com Ervas: http://tititideias.com.br/blog/?p=2735


É feito a partir da mistura de ervas finas moídas com sal marinho. Tem a vantagem extra de oferecer um sabor diferenciado aos pratos. 


 SAL DE AIPO
Sal de Aipo. Fonte: http://herbsspicesteas.com/

Sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos. É utilizado para dar sabor aos grelhados de peixe ou de carnes e em caldos de consomes  Pode ser usado para temperar o suco de tomate e outros coquetéis de legumes.


SAL KOSHER 
Sal Kosher: http://www.diffen.com/difference/Image:Coarse-Kosher-Salt.jpg

Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos; mão é refinado, por isso é naturalmente mineral e costuma ser mais salgado que o sal de mesa. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.

SAL SABORIZADO
Sal Saborizado.
Fonte: http://escrevendoabobrinhas.com/2012/12/19/sal-saborizado/

Pode ser caro e difícil de achar, mas pode ser feito em casa, basta desidratar ervas e sobras de legumes para moer e misturar ao sal grosso ou Kosher.

SAL DE CHIPRE 
Sal de Chipre (Cyprus): http://spicestationsilverlake.com/products-page/salts/cyprus-flake-salt/

Seu formato piramidal, o gosto levemente metalizado e o aspecto crocante fazem desse sal um tempero versátil, que combina com diversos sabores e texturas.


SAL NITRIFICANTE (E250)
Sódio Nitrito.
 Fonte: http://ufsquimicos.com/productos-quimicos/419-sodio-nitrito.html

Não é encontrado em estado selvagem. Nitrato de sódio é obtido pela ação química. Ele é utilizado na indústria, a fim de manter uma cor atraente. É também um conservante comum utilizado em produtos curados. Saiba mais lendo: 
GLUTAMATO MONOSSÓDICO (MSG)
O glutamato monossódico, também conhecido como glutamato de sódio ou MSG (s em inglês - monosodium glutamate), é o sal sódico do ácido glutâmico, um dos aminoácidos não essenciais mais abundantes que ocorrem na natureza. Foi originalmente extraído a partir de algas e de trigo. Melhora o gosto (bom ou mau) dos alimentos. Ele é usado pela indústria de alimentos para preparações envelopes, e cozinhas orientais. Sua presença pode causar alergias (Síndrome de restaurante chinês). Também é injetado em ratos para induzir a obesidade, afim de se estudar diabetes e obesidade. Saiba mais assistindo Hungry For Change 
https://www.youtube.com/watch?v=oEYeIQvCgJQ


SAL LÍQUIDO
Sal Líquido

Este sal é obtido pela dissolução de sal marinho em água mineral. Tem sabor suave e pode ser adicionado a todos os alimentos, principalmente em saladas. Esta versão salga menos, mas tem menos sódio que os convencionais.

SAL DE FLOCOS DO RIO MURRAY
Sal do rio Murray: http://shop.thespicelab.com/index.php/australia-murray-river-pink-salt-no-1-in-a-glass-spice-jar.html

É um sal colorido da Austrália. Os cristais coloridos derretem rapidamente e têm um gosto muito suave. Este é um sal perfeito para enfeitar ou para finalizar um prato.

SAL AZUL DO IRÃ ou Persian Blue
Sal Azul do Irã: http://shop.thespicelab.com/index.php/persian-blue-diamond-coarse-no-42.html

O Sal Azul é um dos sais mais raros conhecidos sendo extraído de uma mina de sal na província Semman no Irã. A sua coloração azul ocorre durante a formação da estrutura cristalina do sal devido às grandes pressões nos depósitos de sal. Os cristais fraccionam a luz de forma inusitada e o azul resultante (que é causado por uma ilusão ótica) se torna visível.
O Sal Azul é bem sofisticado e envolvido por uma luxuosa tradição, tendo sido sempre procurado e valorizado devido à sua linda aparência e excelente sabor.
A comida feita com ele fica delicioso, uma vez que aumenta e potencia o sabor natural dos alimentos.

Este sal tem uma característica bem interessante: inicialmente dá a ideia de ser bem forte, mas, quase imediatamente, se torna mais suave deixando um sutil e agradável gosto.


Lembrando que, independentemente do sal que for utilizado, deve haver moderação. As nossas papilas gustativas, realmente, ficam viciadas em sódio e muitas vezes colocamos tanto sal na comida que deixamos de sentir o sabor natural dos alimentos.
O sódio em excesso é prejudicial à saúde. Fugir dos alimentos ricos em sódio como os caldos industrializados, salgadinhos e embutidos é um dos cuidados fundamentais para uma boa qualidade de vida. 

Conhece mais algum? Comente! =)
fonte:
http://www.heavendelhaye.com.br/ingredientes/sal/  
http://firstwefeast.com/eat/high-life-decoded-is-fancy-salt-worth-it/

Fonte:http://nutrikal.blogspot.com.br



Tipos de açúcares

Entenda os Diferente Tipos de Açúcar Presentes no Mercado de Consumo:

O açúcar é um termo genérico para carboidratos cristalizados comestíveis, principalmente a sacarose, lactose e frutose, onde sua principal característica é o seu sabor adocicado. Vejamos abaixo os principais tipos que podem estar em seu consumo diário:

Orientações para o consumo:

Independente do tipo, desde que você possa consumi-la, recomenda-se reduzir a quantidade o máximo possível, em especial a sacarose (açúcar branco refinado) a ser consumida no dia.

Procure não ultrapassar a quantidade de até 10% da sua ingestão calórica. Exemplo: em uma dieta de 2000kcal, o consumo não deve exceder 200kcal, o equivalente a 2 colheres de sopa.

Esta quantidade é referente ao total de açúcar consumido durante o dia em todas as preparações, ou seja, desde a colher de chá que você usa para adoçar o café de manhã, até a quantidade presente em bolos, tortas e outros doces. A Saúde é sua! Aprenda a cuidar Dela!

Procure não ultrapassar a quantidade de até 10% da sua ingestão calórica. Exemplo: em uma dieta de 2000kcal, o consumo não deve exceder 200kcal, o equivalente a 2 colheres de sopa.

Esta quantidade é referente ao total de açúcar consumido durante o dia em todas as preparações, ou seja, desde a colher de chá que você usa para adoçar o café de manhã, até a quantidade presente em bolos, tortas e outros doces.

A Saúde é sua! Aprenda a cuidar Dela!






Nutricionista tira dúvidas sobre os tipos de açúcar e indica o mais saudável

23 de julho de 2013


Foto: Fritz e Frida

Como você costuma adoçar o café, o chá ou um suco? Eu costumo usar adoçante. Mas qual é o tipo mais recomendado? Para tirar todas as nossas dúvidas, o blog convocou a nutricionista Gisele Silveira.

Qual a maneira correta de adoçar os alimentos?
Não existe uma recomendação específica para o consumo de açúcar, mas se você não apresenta patologias como diabetes mellitus, adoçar os alimentos com pequenas quantidades de açúcar demerara orgânico pode ser uma boa opção, uma vez que esse tipo de açúcar preserva alguns minerais, como cálcio e ferro, no processamento. O fato de ser orgânico traz o beneficio de não estarmos ingerindo fertilizantes químicos, o que beneficia a saúde.

Quais as diferenças entre os tipos de açúcar?
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Foto: Ricardo Chaves

Cristal - O caldo de cana passa por processos de purificação, evaporação, cristalização, centrifugação e, por último, pela secagem. A partir do açúcar cristal, são obtidos outros tipos de açúcar, como o refinado e o confeiteiro. O açúcar cristal, portanto, passa por menos processos na hora de ser preparado.

Refinado – Tipo de açúcar conquistado a partir da diluição do açúcar cristal. A calda obtida passa por diversos processos até chegar ao peneiramento. A porção mais fina é separada para a obtenção do açúcar de confeiteiro. O restante é o açúcar refinado.


De confeiteiro – A granulação do açúcar de confeiteiro é mais fina do que o refinado, podendo ou não ter como aditivo algum tipo de amido ou fosfato de cálcio para dar maior leveza. Sua minúscula constituição favorece a fixação sobre pães e doces após o seu preparo e para a confecção de coberturas. Pode ser feito em casa moendo o açúcar comum em um moedor de café ou em um processador.

Orgânico - O diferencial é que a cana utilizada em sua fabricação é cultivada sem fertilizantes químicos. O açúcar orgânico utiliza processos apoiados na sustentabilidade do meio ambiente, desde o plantio até a etapa final. Suas características nutricionais se assemelham com as do açúcar mascavo. Portanto, apresenta uma quantidade maior de vitaminas e minerais em relação ao açúcar refinado.

Light - É uma mistura de açúcar (sacarose) e adoçante (sucralose, ciclamato ou sacarina). Por causa dessa mistura, o light não apresenta o gosto residual que os adoçantes contêm, mas também não tem uma redução de calorias. A diferença é que a mesma quantidade de açúcar light adoça entre duas e cinco vezes mais do que o açúcar comum. Podemos dizer que o açúcar light é intermediário entre o açúcar refinado e o adoçante. O seu consumo é contraindicado para dietas com restrição de açúcar, a exemplo dos diabéticos.

Líquido – É também uma solução aquosa, obtida a partir da sacarose transparente e límpida, usada quando é fundamental a ausência de cor, caso de bebidas claras, balas, doces e produtos farmacêuticos.


Foto: Stock.Xchng

Frutose - Como o próprio nome indica, está bastante presente em frutas. É mais doce do que a sacarose (o açúcar propriamente dito). Você pode encontrá-la ainda em cereais, vegetais e até no mel.

Foto: Ricardo Chaves

Mascavo - Por não passar pelo processo de refinamento, a qualidade nutricional do açúcar mascavo é melhor em relação ao açúcar refinado. Ele apresenta vitaminas e minerais que não estão presentes na versão refinada.

Demerara - Em termos nutricionais, é muito parecido com os valores nutricionais do mascavo. O grão do açúcar demerara é morrom-claro e possui um beneficio em relação ao mascavo: não altera o sabor dos alimentos como faz o mascavo.


Foto: Emílio Pedroso
Quais os cuidados que devemos ter com o adoçante?
Os adoçantes podem ser divididos em dois grandes grupos: os adoçantes artificiais, indicados para diabéticos, e os adoçantes naturais, para consumidores em geral. - Adoçantes naturais – Em geral, são compostos por açúcares dos mais variados tipos (frutose, glicose, sacarose, etc). Os mais nutritivos têm também quantidades significativas de minerais como ferro e cálcio. Existe também a planta stévia, que pode ser utilizada para adoçar diversas preparações, proporcionando valor energético muito baixo.

- Adoçantes artificiais – Também conhecidos como edulcorantes, foram criados para diabéticos. Apesar de não terem calorias, contêm diversos aditivos químicos, alguns deles comprovadamente prejudiciais à saúde a longo prazo. Os adoçantes artificiais podem prejudicar a saúde porque não são reconhecidos pelo organismo, logo precisam ser eliminados, gerando sobrecarga do fígado e dos rins. Estudos apontam que o excesso destas substâncias podem causar alterações genéticas e até mesmo alguns tipos de câncer.

Os adoçantes artificiais têm capacidade de engordar. Quando o adoçante entra em contato com a boca, é dado um “sinal” ao organismo de que estamos ingerindo açúcar e este deverá ser digerido. Mas se isso não acontece, o organismo acumula estes sinais e acaba absorvendo mais açúcar simples dos próximos alimentos consumidos ao longo do dia, acarretando no aumento de peso de uma pessoa saudável.

Quem opta pelos adoçantes, qual o recomendado?
Se a opção for pelos adoçantes, no lugar de quantidades moderadas de açúcar, as pesquisas apontam que os adoçantes naturais, como stévia e sucralose são mais seguros. De qualquer forma, também devem ser usados com moderação.

RECEITAS

BOLO DE AVEIA

Foto: Divulgação Yoki

Ingredientes
- 3 ovos
- 3 colheres sopa de óleo vegetal
- 4 bananas nanicas (não muito maduras)
- 1 xícara de açúcar demerara orgânico
- 1 xícara de farelo de aveia
- 1 xícara de aveia em flocos finos
- 1 xícara farinha de soja tostada marca Cerelus
- 1/2 xícara de chá de castanhas do Pará
- 1/2 xícara de chá de uva passa
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo
Coloque em uma vasilha os seis últimos ingredientes misture bem e reserve. Bata no liquidificador os quatros primeiros ingredientes por aproximadamente quatro minutos. Em seguida, despeje sobre os ingredientes secos e mexa delicadamente, sempre no sentido horário, até formar uma massa fofa. Caso fique muito espessa, acrescente água para diluir a massa. Despeje sobre uma forma de buraco, untada e polvilhada, asse em forno médio por aproximadamente 35 minutos.

MAÇÃ ASSADA COM CALDA DE MORANGO Ingredientes 600ml de água
125g de açúcar de açúcar demerara orgânico
3 cravos
3 ramos de hortelã
4 maçãs
200 g de morango orgânico
6 folhas de manjericão

Modo de preparo Descasque as maçãs e coloque a cozinhar com o açúcar, os cravos e a hortelã. Após levantar fervura, acrescente seis folhas de manjericão e apague o fogo para esfriar. Retire as maçãs. Reserve-as. Coloque os morangos e deixe cozinhar por 15 minutos. Triture os morangos e despeje esta calda por cima das maçãs.






Profissões curiosas

















Sabia que já existiam depiladores na Roma do século 2? Essa e outras ocupações inusitadas da antiguidade estão no livro “Meu Chefe é um Senhor de Escravos”, de Vicki León (Ed. Globo), lançado no Brasil este mês

JULIANA TIRABOSCHI

1>>> Caçadores de fantasmas
Essa era a função dos psicopompos na Grécia, também chamados de condutores de almas. Espantavam fantasmas que atacavam seus clientes e os orientavam ao repouso eterno. Durante a luta de dois gladiadores, o psicopompo representava a figura do deus Hermes. Vestido de preto, ele carregava um caduceu de bronze, o bastão com duas serpentes que simbolizava o deus. Sua função era demonstrar que as almas que conduzia estavam realmente mortas. Quando um lutador caía, o condutor de almas queimava o infeliz com seu caduceu em brasas para se certificar de que havia passado desta para uma melhor.

2>>>Papagaio de aristocrata
As figuras mais importantes de Roma contavam com um escravo que tinha a função exclusiva de permanecer ao lado de seu senhor para lembrá-lo dos nomes das pessoas com as quais se encontrava nas ruas ou eventos. Alguns senadores chegavam a ter dois desses nomenclatores de uma vez.

3>>>Calçadora de sapatos
A sandaligerula tinha uma função cobiçada entre os escravos pelo esforço diminuto. Na Grécia e na Roma antiga, as senhoras de respeito carregavam suas sandaligerulas a festas e jantares. A escrava tirava os sapatos que a ama usara na rua e os substituía por sapatilhas de festa. Tirar os próprios sapatos era uma tarefa tão humilhante que até o convidado mais pobre levava com ele uma sandaligerula.

4>>>Gladiatrix
Os senadores romanos viviam aprovando leis que proibiam mulheres na arena - e elas viviam desobedecendo-as. As coisas mudaram sob o imperador Nero, que patrocinou jogos com a presença de mulheres em 55 e 63 d.C. O imperador Domiciano também ousou, realizando eventos em que mulheres lutavam à luz de tochas. "Como nos shows de rock, o fim da noite era reservado às estrelas", conta.

5>>> Depiladores de axila
No século 2 d.C., quase todas as cidades do Império Romano tinham sofisticados banhos públicos, onde homens e mulheres removiam os pêlos do corpo, sendo que as axilas recebiam uma atenção especial. Os instrumentos de trabalho do depilador: pinças, lâminas em forma de foice ou piche e cera de abelhas no lugar da navalha. Os especialistas também usavam gordura de asno, pó de víboras, bile de cabra e sangue de morcego para torturar, ou melhor, depilar os clientes.

6>>>Fornecedor de feras
No circo e no anfiteatro, as feras sempre foram parte da diversão dos romanos. Em 186 a.C., no Circo Máximo, leões e panteras eram exibidos entre as corridas de carros - sem divisória entre os espectadores e os grandes felinos. O fornecimento dos animais era garantido pelo "praepositus camelorum", que arrebanhava e transportava os animais para a arena. Ele administrava o trabalho de centenas de operários encarregados de localizar e capturar milhares de animais. Uma porcentagem aceitável dessas criaturas, de crocodilos a camelos, devia se manter viva durante a viagem marítima.

7>>>Registrador de maldições
Se você vivesse na Antiguidade e estivesse preocupado com concorrentes ou inimigos, bastaria visitar um registrador de maldições. O registrador escrevia, em uma tábua, uma praga de acordo com as especificações fornecidas pelo cliente. Ou oferecia uma de suas genéricas. Para funcionar, a maldição devia ser feita em um templo dedicado à divindade do submundo adequada e a tábua pregada às paredes ou altar. Muitas delas foram encontradas por arqueólogos em antigos santuários, da Inglaterra a Cartago.

8>>>Organizador de orgias
Nada de bagunça e sexo livre: as orgias eram meticulosamente planejadas por figuras religiosas. A palavra "orgia" significava originalmente ritos secretos ou mistérios. No cardápio, danças desinibidas, alto consumo de vinho e, claro, o contato sexual. Os gregos criaram os mistérios dionisíacos, mais tarde incorporados pelos romanos, que os chamavam de bacanais. As bacantes se entregavam à exaltação, que geralmente escapava ao controle. Sucesso total para o organizador, desdenhado pelos que não tinham sido convidados.

9>>>Animador de funeral
Em Roma, trupes de mímicos eram contratadas para animar os funerais. O papel do morto era representado pelo "archimimus", chefe da equipe. O mímico devia personificar o morto, provavelmente para aplacar os espíritos dos ancestrais ou levantar o astral do funeral. Ele usava suas roupas, uma máscara mortuária do falecido e as insígnias de seu ofício. À medida que o cortejo com o cadáver se deslocava da casa até a pira funerária, o animador de funerais era cercado por outros mímicos, que faziam palhaçadas pelo caminho.

10>>>Comandante de elefantes de guerra
Gregos, romanos e seus inimigos lutaram com elefantes. O animal, conduzido por um comandante, usava uma couraça peitoral, pontas de metal nas presas e coberturas de cabeça e transportava um condutor e três arqueiros. Muitos cavaleiros fugiam diante da visão dos paquidermes. Os elefantes podiam ser usados como escudos, como alas de ataque à infantaria ou à cavalaria inimiga, como destruidores de acampamentos e em cercos. O general macedônio Seleuco certa vez formou uma parede de 480 elefantes como defesa. Já os cartagineses atacavam acampamentos romanos com os animais, deixando que esmagassem o que vissem pela frente.



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