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domingo, 22 de julho de 2018

Identidade da Mona Lisa





Uma identidade para Mona Lisa


Estudiosos alemães acreditam ter identificado a mulher que serviu de modelo para o mais famoso quadro de Leonardo Da Vinci

A polêmica sobre a identidade da mulher que inspirou a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, pode tomar um novo rumo. Segundo especialistas, o artista teria pintado o retrato de sua mãe, Caterina, ou da princesa Isabela, de Nápoles. Há quem diga que a mulher seria a nobre espanhola Costanza D’Avalos ou a modelo Cecília Gallerani. Outros sugerem ainda que as expressões masculinizadas da figura poderiam ser de Gian Giacomo Caprotti, aprendiz e possível amante de Da Vinci.



Recentemente, pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, descobriram que em 1503 o artista italiano trabalhou no retrato de Lisa Gherardini del Giocondo, esposa de um comerciante de seda. Seu sobrenome seria a razão para que a obra ficasse conhecida como La Gioconda.


Para confirmar essa hipótese, a sepultura onde a italiana foi enterrada em 1542, no Convento de Santa Úrsula, em Florença, foi aberta. Os próximos passos são reconstituir a face de Lisa e comparar seu material genético com o de seus filhos, enterrados na mesma cidade.

Fonte: Heloísa Broggiato Fonte: uol 



Mistério acerca da identidade da “Monalisa” pode estar chegando ao fim…



Por: Renato Drummond Tapioca Neto




Um dos quadros mais conhecidos de todo mundo, a famosa “Monalisa” (obra de Leonardo Da Vinci) vem encantando gerações, desde que foi adquirido pelo rei Francisco I da França, no início doséculo XVI. Até hoje persistem inúmeras especulações sobre quem teria posado para a tela do pintor florentino: alguns acreditam que foi a mulher do mercador de seda Francesco Del Giocondo, Lisa Gherardini; outros, que foi o próprio Leonardo Da Vinci. Isso, aliado à áurea de mistério envolvendo o enigmático sorriso da tela, seus olhos que parecem fitar o indivíduo de que qualquer ângulo que este olhe, mais o cenário do quadro, compõem uma deliciosa e irresistível mistura de genialidade e arte que, provavelmente, jamais deixará de sair do gosto popular. Entretanto, tanta especulação pode finalmente estar perto de alcançar o seu desfecho: em julho de 2012, foi veiculado na mídia que os ossos de três mulheres foram encontrados no convento de Sana Úrsula (Florença), sendo que o de uma delas pode ter pertencido a Lisa Gherardini. Agora, um importante passo nessa pesquisa acaba de ser tomando.

Abertura do Túmulo da família de Lisa



Nesta última sexta (09/08), a cripta que contem os remanescentes humanos da família de Lisa, ou seja, de seus dois filhos e marido, localizada na igreja Santíssima Anunciação (também no mosteiro de Santa Úrsula), foi aberta para coleta de material que será utilizado em testes de DNA envolvendo as ossadas das três mulheres encontradas ano passado, na esperança de identificar a presumível modelo da “Monalisa”. Segundo Silvano Vicenti, arqueólogo responsável pela investigação,


“Os restos [das mulheres encontradas no mosteiro] foram submetidos ao teste de carbono 14 para vislumbrar o período histórico a que pertencem, a um exame histológico para verificar a idade dos corpos, a um teste de metais pesados para individualizar a possível presença de doenças e a testes de DNA”.


De acordo com os relatos históricos, após a morte do marido, Lisa Gherardini viveu no convento de Santa Úrsula até sua morte, em 15 de Julho de 1542, aos 63 anos. Desse modo, é quase certo que ela tenha sido enterrada no convento, e se os exames de DNA conferirem com os dos ossos encontrados nessa sexta passada, então Lisa finalmente terá sido identificada.

Esqueleto encontrado dentro da Tumba da família de Lisa.



Contudo, não é certo que a esposa do mercador Francesco Del Giocondo tenha sido a modelo que inspirou Da Vinci para sua famosa obra. Esse fato, por sua vez, só será esclarecido depois de ser feita uma reconstrução facial do crânio de Lisa, que é um dos objetivos da pesquisa desenvolvida por Silvano Vicenti. Outra parte no projeto do Arqueólogo é trazer a “Monalisa” para a Itália, a fim de participar das comemorações pelo centenário da recuperação da obra em Florença no ano de 1913, após ter sido roubada do Louvre dois anos antes por um funcionário do museu. Nesse caso, se for mesmo comprovada cientificamente que foi Lisa Gherardini a mulher que posou para a tela de Leonardo, então o mistério que rendeu tanto falatório e foi tema de diversos livros, terá parcialmente chegado ao fim, uma vez que, ainda restará o enigma do sorriso, dos olhos, e do cenário, ainda a exercer muitos pontos de convergência e divergência entre historiadores da arte e demais apreciadores desta obra.
Reconstrução facial de Ricardo III.



Em termos de reconstrução facial aplicado a remanescentes humanos de grandes personalidades do passado, tivemos uma grande surpresa esse ano, ao ser revelado que a ossada encontrada em um estacionamento em Leicester (Inglaterra) pertencia de fato ao rei Ricardo III (1552-1585) da Inglaterra, morto na batalha de Bosworth. De acordo com o resultado do estudo, liderado pelo arqueólogo Richard Buckley, pode-se conferir que o monarca era muito parecido com seus retratos, além do fato dele não ter sido corcunda, conforme foi descrito na peça de William Shakespeare e ratificado por muitos outros livros ao longo dos anos.


O mesmo foi feito com o rei Henrique IV da França (1553-1610), cujo corpo foi saqueado pela população de Paris, na fase do terror da Revolução Francesa, em 1793. O crânio mumificado do monarca, estudado por Galileu Philippe Foesch, especialista em crânios da Universidade de Barcelona, passou por um processo de reconstrução com o auxílio de um gerador 3D, até chegar a uma imagem do que teria sido Henrique em seus últimos dias, ou seja, um homem velho. Confira o vídeo abaixo:




Reconstrução facial em 3D de Mary Stuart.

Mais recentemente, fora feito um processo semelhante com Mary Stuart (1542-1585), rainha Escócia, por uma equipe de especialistas liderados por Caroline Wilkinson (da Universidade de Dundee), e Janice Aitken (da Jordanstone College of Art). Só que diferentemente de Ricardo III ou Henrique IV, o corpo desta soberana, sepultado na Abadia de Westminster (Inglaterra), não foi utilizado, de modo que os pesquisadores chegaram a apenas uma imagem aproximada da mesma, feita com base em seus retratos. Pesquisas como essas, por sua vez, ajudam a desmitificar grandes falácias passadas, á luz da tecnologia e conhecimentos próprios do séc. XIX. É o que se espera, nesse caso, com os supostos restos mortais de Lisa Gherardini.


Fontes: 
Texto escrito para o Causas Perdidas, filial do Literatortura.
Fonte rainhastragicas.com





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